quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

O relato do NOSSO parto

Voltei! Depois de meses sumida, aqui estou. Peço perdão pela ausência. Não é fácil conciliar tantas coisas: filha, gravidez, marido, casa, trabalho, roupa, louça, comida e esse leriado todo que 90% das mulheres conhecem bem. Mas agora estou aqui, com menos tempo que antes e muito, muito, muuuuito mais feliz e completa. O motivo? Nasceu! Minha menina, minha benção, minha caçulinha. Nasceu da minha coragem, do meu medo, dos meus berros, das mordidas no braço do meu marido. Sem anestesia, com cesárea prévia, com hérnia de disco. Nasceu! E vim aqui compartilhar o relato do nosso parto.

Há 16 dias, eu estava revivendo a maior alegria da minha vida. Embora tenha sido meu segundo parto, foi um momento absolutamente ímpar. Não há como comparar os dois partos, não há como medir a emoção que senti naquele 17 de agosto de 2012 nem agora, dia 03 de fevereiro de 2015. Aliás, não conheço escala para medir emoção. Emoção a gente sente. E só.


Acordei bem e disposta no dia 03 de fevereiro. Assim como ocorreu na véspera do meu primeiro parto, fui deitar sem jantar. Não tinha fome. Na manha do dia 03, rotina normal: acordar filha mais velha, preparar seu café da manha enquanto ela grita do quarto "mamanhê, meu leite!", pôr o uniforme da escola, escovar dentes e todo aquele roteiro que as mães conhecem bem. Na hora de sair, minha filha pediu colo. Eu dei, mesmo já estando com 38 semanas e 3 dias de gestação. Quando a peguei no colo, imaginei que teria alguma consequência. Afinal, qualquer hora era hora. Mesmo assim, dei o colo que ela pediu. Quem é mãe sabe o quanto é difícil negar colo para um filho. E também nunca saberei se este fato teve alguma influência no parto. Enfim... 


Ela foi pra escola com meu marido e eu comecei a sentir um leve incômodo nas costas. Uma luzinha acendeu na minha cabeça. Decidi não tomar café da manhã. Preferi me deitar e observar. As contrações vinham e iam ainda meio descoordenadas. Comecei a marcar o tempo de duração das contrações e o intervalo entre elas. Percebi que, de fato, havia chegado a hora. Fui então recolocar as roupinhas da minha filha na bolsa, que eu havia tirado na véspera para ozonizar na máquina de lavar roupas. A cada roupinha que eu colocava na bolsa, as contrações vinham mais fortes. Liguei para meu marido. Ele estava naquele momento na fila de espera para autorizar minha internação para o parto. Falei, calmamente, que ele tentasse voltar para casa logo em seguida porque eu tinha entrado em trabalho de parto. Falei também com meu irmão, médico. Ele pediu para eu marcar o tempo de cada contração. Elas duravam, em média, 55 segundos e o intervalo entre elas era de cerca de 3 minutos. Ele disse que aparentemente pareciam mesmo contrações verdadeiras. Tomei um bom banho e foi impossível conter a emoção debaixo do chuveiro. Dentro de poucas horas, minha filha estaria comigo. Agradeci a Deus, pensei na minha filha mais velha na escola e as lágrimas rolaram novamente. Liguei para minha obstetra. Depois de algumas tentativas frustradas, enfim consegui contato. Ela me orientou a ir para a maternidade. 

No caminho, as contrações aumentaram consideravelmente. Perdi as contas de quantas vezes meu útero se contraiu no trajeto. Chegando à maternidade, percebi o quanto os hospitais e profissionais estão despreparados para lidar com esse processo tão natural e corriqueiro que é um parto. A impressão que tive foi que naquela maternidade só chegam mulheres com partos agendados. O recepcionista tremia feito vara verde e não conseguia sequer manusear o mouse para inserir meus dados no sistema. A cada contração que eu sentia, ele tremia na cadeira. Seria cômico se não fosse alarmante. Minutos depois uma funcionária apareceu informando que não havia leitos no hospital. A funcionária foi até atenciosa, contactou minha obstetra e, entre uma contração e outra, entendi que ficaríamos lá e o problema do leito seria resolvido. 

Subi numa cadeira de rodas para uma sala de pré operatório. Meu marido, irmão e cunhada (também médica) subiram comigo. Minha mãe e irmã ficaram aguardando na recepção do hospital. Logo que entrei na sala de pré operatório, fui orientada a vestir uma bata. Enquanto trocava de roupa, perdi o tampão. Ainda aguardei sentada na cadeira de rodas por algum tempo, o que não foi muito confortável. Em seguida, me pediram para deitar em uma maca. Não sei dizer quanto tempo fiquei deitada ali. Sei que minha cunhada e uma enfermeira de olhos cor de mel foram dois anjos. Massagearam minhas costas, emprestaram as mãos para eu apertar. Não sei como não quebrei a mão delicada e magra da minha cunhada. As contrações vinham cada vez mais fortes, em intervalos menores e durando mais tempo. Ouvi minha cunhada e meu irmão pedindo um médico para avaliar minha dilatação. Meu marido tentava contactar minha obstetra para colocá-la a par do processo. Algum tempo depois, uma obstetra me faz um exame de toque. Ela informa para as enfermeiras ao redor que estou com 8 cm de dilatação, mas no meio daquela dor lancinante eu entendi 2 cm. Ainda deu tempo de eu pensar "2 cm e essa dor infernal?" Em questão de segundos, mil pensamentos passam pela sua cabeça. Na hora, lembro de comparar com o trabalho de parto da minha primeira gestação: com 5 cm de dilatação daquela vez, a dor era perfeitamente suportável, então porque agora com 2 cm dói tanto?" Foi quando alguém perguntou de novo "quantos centímetros, doutora?" Ela repetiu: 8 cm com colo bem fino. Então pensei: "caramba, tô em pleno trabalho de parto e dilatei 8 cm em 2h!" Até então, eu tinha indicação médica de parto cesariana por causa da hérnia de disco na lombar, que resolveu dar o ar da graça logo no primeiro trimestre da minha primeira gestação. Apesar da hérnia, eu sempre quis um parto normal. Aliás, antes de engravidar eu já queria viver a experiência de dar à luz, de parir um filho eu mesma, de ser protagonista da minha história. Mas diante da provável complicação, acabei desistindo. Imagina aí: um bebê recém-nascido, uma filha de 2 anos e meio e uma hérnia de disco estourada? Essa conta não fecha. Só quem já sofreu com hérnia sabe o martírio que é. Fiquei meses de cama na minha primeira gestação, sem conseguir sentar nem andar. Fui obrigada a tirar licença do trabalho por 6 meses. Imagina aquele tormento de novo, mas agora com duas crianças dependentes de mim. Achei injusto também com meu marido, que teria que segurar as pontas em casa com uma mulher acamada e duas filhas pequenas. Achei que não valeria à pena correr o risco e me conformei. Talvez Deus não tivesse reservado para mim essa missão. Acredito que tudo acontece como tem que acontecer. E foi assim que pensei: se não é para ser, que não seja. Não ficarei de luto por um parto que não evoluiu como eu desejava. Eu estava bem tranqüila com relação a isso. 

Voltando às contrações, elas vinham e iam bem mais intensas e agora, além da dor na lombar, eu sentia também dor no abdômen e um movimento lá nos países baixos. Minha cunhada explicou que era a dilatação. Pedi algum tipo de anestesia ou ao menos algum alívio para a dor. Mas os profissionais repetiram diversas vezes que somente minha obstetra poderia conduzir o procedimento e ela ainda não havia chegado. Insisti que não daria tempo esperar. Percebi que eles concordavam comigo, realmente não daria tempo esperar, mas cumpriram o protocolo do hospital e não me aplicaram nenhum medicamento. Algum tempo depois, minha cunhada pediu para a obstetra do hospital me reavaliar. Ouvi quando a enfermeira disse que ela havia entrado numa cesariana. Falei quase gritando que minha filha ia nascer ali. A enfermeira me orientou a não fazer força. Mas era quase involuntário. Meu corpo fazia força quase sem eu querer e eu sentia que dentro de minutos, Alice nasceria. Não sei precisar quanto tempo passou, mas fui levada na maca onde eu estava para outra sala que me pareceu ser um centro cirúrgico. Foi difícil passar da maca para a mesa de cirurgia, dura e muito estreita. Assim que passei, virei de lado. A enfermeira me pediu para deitar com a barriga para cima, mas me sentia mais confortável deitada sobre meu lado esquerdo. Estava ali naquela sala, agora sem meu marido, irmão e cunhada. Mas vi os olhos cor de mel daquela enfermeira entre os vários rostos naquela sala e a reconheci. Pedi para ela ficar ao meu lado e apertei forte a mão dela a cada contração. Depois me dei conta de que, além de apertar a mão dela, eu mordi meu próprio braço esquerdo. Até hoje os hematomas não sumiram. Perguntei pelo meu marido e me informaram que ele estava logo atrás da porta. Pedi para ele entrar. Nesse intervalo, um anestesista apareceu ao meu lado e se apresentou. Pedi uma anestesia. Ele disse a frase que me impactou: "não há mais tempo para anestesia. Você vai ter seu bebê de parto normal". Minha ficha caiu ali. Eu queria anestesia, sim, mas queria mais ainda que minha filha nascesse de parto normal. Não sei explicar o que senti naquele momento. Sei que um torpor tomou conta do meu corpo. Eu tive medo. Medo de não conseguir, medo de ser fraca... Mas ao mesmo tempo, eu me senti uma leoa. Senti como se eu fosse a mais corajosa de todas as criaturas. É tudo tão intenso num parto natural que acho que você consegue viver todas as emoções do mundo em questão de segundos. Lembro de ter informado ao anestesista sobre a hérnia. Ele coçou a cabeça e disse: "uma hérnia? Sério?" E saiu com um ar tenso. Eu, na verdade, esqueci a bendita hérnia. Lembrava dela, mas esqueci que ela poderia sair com o esforço do parto. As dores eram tão intensas que eu só queria que minha filha nascesse, nem que depois eu ficasse aleijada. 

Perguntei novamente pelo meu marido e ouvi alguém responder que ele estava logo ali do lado de fora. Falei bem alto: "pois eu quero ele aqui dentro agora!". Depois vi que fui grosseira. Ou não. Era meu direito ter meu marido comigo. E ele veio. Se não fosse o braço dele me dando força, não sei se eu teria conseguido. Não só a força psicológica, mas a força física mesmo. Eu estava numa cama estreitíssima sem nenhuma alça para me apoiar e fazer força. Puxei tão forte o braço do meu marido que ele quase caiu em cima de mim. Puxei, arranhei, mordi... Eu realmente estava me comportando de forma animalesca. Entre uma contração e outra, consegui obedecer aos pedidos do anestesista e das enfermeiras para me posicionar melhor, de barriga para cima e com as pernas nas perneiras. Eles foram pacientes e esperaram eu me posicionar lentamente. Em nenhum momento fui contida ou amarrada como, infelizmente, acontece com muitas mulheres. Ouvi uma parteira ou enfermeira dizer para o anestesista que ele precisaria romper a bolsa. Ele novamente coçou a cabeça. Certamente fazia anos que ele não realizava um parto. Imagino o que deve ter se passado na cabeça dele: sou um anestesista e estou aqui fazendo o parto de uma paciente com hérnia discal. Ele olhou para um lado, olhou para o outro e disse: "é, vamos lá, vamos ter que fazer". Esperou a próxima contração e rompeu minha bolsa. O anestesista ficou banhado de líquido amniótico. A dor da contração virou fichinha perto da dor que senti nesse momento. Gritei alto. Tão alto que acho que toda a maternidade ouviu. Quando a dor passou, uma enfermeira veio até meu lado direito, bem perto do meu rosto e disse: "você precisa nos ajudar. Coloca o queixo no peito e faz força pra baixo. Seu bebê vai nascer". Eu ainda tentei ficar na posição que ela pediu, mas a hérnia não deixou. Segundos depois, uma contração violenta. Agarrei o braço do meu marido. E então eu fiz a maior força que fui capaz. Berrei: "Vem, Alice, veeeeem!" De repente, um alívio. Senti todas as minhas entranhas escorregando por entre as minhas pernas. Me calei e só ouvi o silêncio. A dor foi embora como um milagre. E então eu ouvi o som mais lindo de todo o universo: o choro da minha filha. A minha menina estava ali, em cima do meu peito, com os bracinhos abertos como se quisesse me abraçar. Logo ela parou de chorar. Ela estava quentinha e tinha a pele delicada. Analisei cada pedacinho dela, senti um cheirinho bom... Ficamos assim por um tempo que não sei mensurar. Parecia um milagre. Não havia mais dor, não havia mais medo. Eu tinha conseguido. Eu havia parido minha filha, minha caçula, na raça, no grito, sem anestesia. Foi o nosso parto, natural, sem intervenções, sem coadjuvantes. Fomos as protagonistas desse momento tão sublime. Deus me permitiu esse milagre.




"E aí você surgiu na minha frente
E eu vi o espaço e o tempo em suspensão
Senti no ar a força diferente
De um momento eterno desde então..."

terça-feira, 9 de setembro de 2014

"Bye, bye, chupeta, não precisa voltar..."



Sobre o fim da fase oral: bye bye chupeta e mamadeira.



Sei que chupeta é sempre um assunto polêmico: tem quem condene, tem que defenda. Tem quem não se importe em ver o filho andar com chupeta pendurada na boca até 5, 6, 7 anos de idade. Tem que prefira que o bebê chupe o dedo. Tem quem faz peito de chupeta. O mundo é diverso e eu respeito a decisão de cada mãe. O que vou falar aqui é o que EU penso. Pus EU em letras maiúsculas e destacado para frisar bem que o que vou dizer aqui não é verdade absoluta e nem a única maneira correta de se pensar. Aliás, nem sei se é a maneira correta. Mas é como penso e ajo. Não estou ditanto regra nem julgando quem faz diferente. Mas, vamos lá, foco na chupeta. Ou na ausência dela.


A medicina já sabe que uma das fases da primeira infância é a fase oral. Todo bebê vai vivê-la. Isso quer dizer que eles necessitam descobrir o mundo pela boca. Se a gente reparar, eles amadurecem de cima pra baixo. A primeira coisa na vida que dominam é a boquinha. Ao nascer, a única coisa que os bebês sabem é sugar. Depois de um tempo, passam a sustentar pescoço. Depois conseguem ter alguma coordenação com as mãozinhas. Em seguida, dominam o tronco e se mantêm sentados por algum tempo. Depois conseguem algum domínio de pernas e engatinham. Só depois de tudo conseguem domínio para caminhar. E durante todo esse amadurecimento eles vivem a fase oral.

A fase oral precisa ser respeitada. A criança precisa sugar, seja a chupeta, seja o dedo, seja o peito da mãe. Muitas mães (e me incluo nesse grupo) optam pela chupeta. No início, minha filha não gostava de chupeta. Eu a colocava em sua boquinha e ela cuspia longe. Com alguns meses de vida, passou a aceitar. Mas eu sempre pensei na chupeta como um acessório que não precisava ser usado 24h por dia. Ela tinha meu peito, fazia de 6 a 8 refeições por dia (e cada mamada durava uma eternidade). Então não havia razão para usar chupeta nesses intervalos sem “motivo”. E o que eu chamo de motivo era: choro inconsolável, picadinha de vacina, não encontrar o caminho do sono... Minha filha  jamais brincou com chupeta na boca, jamais tomou banho com chupeta, jamais passeou feliz da vida com chupeta na boca. Não. Só usava quando "precisava". Acho que isso tornou o desapego mais fácil. Aliás, tenho absoluta certeza. Quando tinha 1 ano e 8 meses, ela simplesmente parou de pedir a chupeta para dormir. Eu não dava toda noite, não. Esperava ela pedir. Ela parou de pedir, eu parei de oferecer. Mas aí 2 semanas depois ela adoeceu, ficou muito abatida, não comia absolutamente nada. Nem água bebia. Então eu melava a chupeta no leite pra ver se ela se alimentava. Resultado: ela voltou a usar a plasticuda pra dormir. Tudo bem, eu dei sem remorso. Ela tinha 1 ano e 8 meses, ainda era um bebê e nunca usou com excesso.

Ao entrar no consultório do pediatra mês passado, na consulta de rotina dos 2 anos, ele (que me conhece desde que nasci, pois foi meu pediatra) fez os elogios de costume, se derreteu como sempre e disse: quer dizer que essa moça fez 2 anos ontem? E eu respondi: pois é, dr. X, deixou de ser bebê e passou a ser criança. E ele completou: essa era exatamente a frase que eu queria ouvir. Porque tem muita mãe que não entende e não aceita que existem as transições e a criança precisa amadurecer. E acaba dificultando tudo. Muitas vezes, a criança está pronta para seguir adiante, mas os pais, consciente ou inconscientemente, não querem que o filho cresça.

Tivemos uma conversa muito importante e esclarecedora sobre a chupeta e o fim da fase oral. A fase oral, como falei, deve ser vivida e respeitada. Mas como todas as fases da vida, ela tem um fim. E esse fim acontece em torno de 1 ano e 9 meses. Então percebi que minha filha largou a chupeta por conta própria um mês antes dessa idade. Ou seja, ela já estava sinalizando que estava pronta para deixar para trás essa etapa. Após essa idade (em torno de 1 ano e 9 meses), a criança não tem necessidade de sucção nem de descobrir o mundo pela boca. Claro que não é algo cronometrado: fez 1 ano e 9 meses e precisa imediatamente largar a chupeta. Não é assim, afinal não estamos falando de um cálculo matemático, exato. Por isso é que se dá uma “tolerância” de 3 meses, até a criança fazer 2 anos de idade. Conheço crianças que largam a chupeta, por conta própria, bem antes dos 2 anos. Segundo o pediatra (e segundo o que eu penso também), prolongar essa fase oral traz prejuízos para a criança. E o menor deles é a arcada dentária. Arcada se corrige com aparelho. Hoje em dia é a coisa mais fácil do mundo. O que é difícil corrigir mesmo é o prejuízo psicológico que a chupeta PODE trazer. Novamente usei letras maiúsculas para destacar o “pode”. O que vou falar aqui não é uma sentença, uma verdade exata. É uma possibilidade. Pode acontecer, pode não acontecer. Mas se tem chance de acontecer, eu evito. Não pago pra ver, ainda mais quando a “moeda” em questão é minha filha. Jamais. Se tem chance de dar errado, eu não arrisco. Então, o pediatra me mostrou um série de estudos que mostram estreita relação entre uso prolongado de chupeta e adultos inseguros e problemáticos. Ele disse que quanto mais se prolonga o uso da chupeta além dos 2 anos, maior é a probabilidade de se ter um adulto inseguro no futuro. Conversei com a psicóloga da escola da minha filha e procurei algumas referências sobre o assunto que reforçaram o que o pediatra disse. Aos 2 anos (na verdade, até antes disso) a criança não tem nenhuma, absolutamente nenhuma necessidade de sucção, portanto não tem necessidade de usar chupeta nem mamadeira. Prolongar a fase oral é como nadar contra a correnteza e querer lutar contra o amadurecimento natural da criança, que precisa aprender a se acalmar (caso a chupeta seja usada para esse fim) de outras formas. Cabe aos pais guiar os filhos na busca dessa nova forma de “consolo” para as frustrações da vidinha da criança. Dá trabalho? Lógico que dá. Existe alguma fase da vida de um filho em que mães e pais não tenham trabalho? Se tem, eu desconheço. Mas é preciso enfrentar. É mais fácil mesmo deixar a criança usar a chupeta por 3, 4, 5 anos e esperar que ela, por si só, queira deixar a chupeta de lado. Mas, na minha opinião, da mesma forma que um pai não permite que seu filho coma comida do chão porque faz mal, não deve deixar que a criança viva a fase oral tardia. Ou por acaso você espera que seu filho tenha compreensão de que o chão é sujo e até lá ele vai comer comida do chão? Claro que não. Você orienta porque sabe que isso é o certo. Por que não fazer o mesmo com a chupeta? Conheço pessoas que até começam o processo de retirada da chupeta, mas depois cedem aos apelos da criança. O pequeno chora, esperneia, os pais cedem e entregam a plasticuda calmante. A criança, claro, se acalma. No dia seguinte, tudo outra vez: chupeta desaparece, escândalo, chupeta renasce das cinzas. Imagina a confusão na cabeça dessa criança. Isso, sim, é traumático. Não seria mais fácil sentar e conversar com a criança, explicar que ela não precisa mais da chupeta? Ela pode até chorar um momento. É natural, né? Mas ela vai compreender. Os adultos, às vezes, subestimam a capacidade de entendimento dos pequenos.
Crianças com desenvolvimento cognitivo dentro do padrão, que nasceram a termo e que não tem deficiências psicológicas são, sim, capazes de compreender. O processo de “deschupetamento” é, às vezes, mais difícil para os pais do que para os filhos.

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

É menino ou menina?



Na sala de espera para a consulta de pré-natal, as grávidas normalmente viram alvo de perguntas. Eu até gosto, ajuda a passar o tempo já que consulta com essa médica é sinônimo de tarde inteira de espera. E como minha GO está super-hiper-mega-ultra seletiva em aceitar pacientes de obstetrícia, sou praticamente a única grávida por lá. Ou seja, sou o alvo das perguntas da mulherada. A sabatina dessa vez foi o sexo do bebê. Quando falo que ainda não sei se espero menino ou menina, todo mundo me olha torto. “Como assim não deu pra ver ainda com essa barriga desse tamanho?” Quando digo minha idade gestacional, as fisionomias mudam. Percebo um olhar de compreensão misturado ao espanto de uma barriga de 6 meses em uma grávida de 3 meses. Depois de ouvir (sempre!) se espero gêmeos, logo alguém sugere o exame de sexagem fetal. Acho muito legal a ciência ter avançado ao ponto de nos permitir descobrir o sexo do bebê com quase 100% de certeza, a partir da 8ª semana de gestação. De verdade, acho isso fantástico, ainda mais sendo uma cientista. Mas EU (vejam bem, não estou ditando regra, só estou dizendo o que eu penso) prefiro esperar um pouco, até que se consiga ver no ultrassom o sexo do bebê. Se conseguir com 12 semanas, bem. Se não, tudo bem também. Quando o bebê quiser se mostrar, eu vejo. Enquanto não quiser, eu aguardo. Eu quero saber, mas não precisa pressa. Mas o que me intriga é algumas pessoas não compreenderem isso. Eu entendo quem não consegue controlar a ansiedade e quer saber o sexo do bebê logo que possível. Os motivos são os mais diversos: querer falar logo com o bebê pelo nome, querer comprar logo as roupinhas, saber logo se o bebê é a menina ou o menino que você já sonhava mesmo antes da concepção... Cada um com suas razões. Mas EU não vejo necessidade de saber imediatamente. Prefiro curtir o bebê simplesmente como bebê, curtir o início da gestação, a expectativa de saber quem vai chegar e desvendar o “mistério” quando o bebê achar que chegou a hora de acabar essa brincadeira de esconde-esconde. Acho legal me conectar, por um tempo, com esse amontoadinho de células que se transforma em uma pessoa sem saber se seu DNA carrega cromossomos XX ou XY. Em um mundo onde tudo é tão imediato, onde as coisas acontecem tão depressa, onde a informação viaja numa velocidade assustadora, não vejo problema em se esperar até 12, 13 ou 15 semanas para saber o sexo do meu filho. Ou da minha filha. “Nossa, que estranho, pois eu fiz sexagem fetal assim que me disseram que eu podia”. Não me acho estranha por recusar a sexagem fetal PRA MIM assim como não lhe acho estranha por fazer o exame. Na verdade, eu já sei quem mora aqui. Soube em um sonho, sem precisar de sexagem fetal, sem precisar de US, há bastante tempo atrás. Mas o mundo aí fora vai ter que aguardar um pouquinho ainda porque quero contar o sexo em uma surpresa pra todo mundo ao mesmo tempo :) Nesse mundo tão corrido, um teste de paciência assim até que cai bem. Risos...

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Vai começar tudo outra vez...

"Tu vens, tu vens
Eu já escuto os teus sinais


A voz do anjo
Sussurrou no meu ouvido

Eu não duvido
Já escuto os teus sinais
Que tu virias
Numa manhã de domingo
Eu te anuncio
Nos sinos das catedrais
."

E então Deus me abençoou novamente, me confiou a mais preciosa de todas as missões: gerar vida. Meu ventre se tornou novamente a morada de um anjo. E meu coração se expandiu de uma forma que a razão não consegue explicar. E assim como foi com sua irmã, eu já sabia... Eu sabia que em algum lugar desse universo você estava sendo preparado para mim... E eu para você. Agora somos um só, sem jamais deixar de sermos dois. Vem, meu bebê, que a mamãe já te amava antes mesmo do seu coraçãozinho começar a pulsar. Vem, que eu já escuto os teus sinais...
E essa era a grande novidade que eu tinha pra vocês. Mais um amor pra mamãe :)

terça-feira, 15 de julho de 2014

Foi a saudade que me trouxe pelo braço...

Oi, pessoal!

Cof cof... Esse cantinho aqui está tão abandonado que a poeira já tomou conta de tudo. Peço mil e uma desculpas. Estou sendo uma "blogueira" relapsa, eu sei. Mas é que a vida real me ocupou (e tem ocupado) um bocado. Estou doidinha pra voltar a escrever com mais frequência, mas tenho uma lista infinita de coisas a fazer e pendências a resolver. Mentira, não é infinita, mas é bem extensa e eu estou resolvendo tudo a passos de tartaruga (paraplégica). Mas, o que importa é que hoje consegui passar por aqui para dar notícias de vida, dizer que estou às voltas com os preparativos do aniversário de 2 aninhos (como assiiiiiim, 2 anos?!?! Já?!?!) e que em breve estou de volta, à ativa, com gás total e com novidades. Aliás, com super novidades! Me aguardem, eu volto.

terça-feira, 15 de abril de 2014

Mochila guia ou coleira infantil?

Oi, queridos leitores. Eu estava roxa, verde, azul, vermelha... um arco-íris de saudade desse cantinho. Mas os últimos foram atribulados e realmente não tive tempo de passar por aqui. Hoje vou falar sobre um assunto "polêmico": a mochila-guia infantil. Para alguns, um acessório de segurança. Para outros, uma coleira. Eu realmente não tenho opinião totalmente formada sobre o assunto. Mas acabei comprando a mochila por ter visto casos próximos de crianças quase sequestradas em supermercados e shoppings da minha cidade. É triste essa realidade, mas não podemos fugir dela. Sendo bem sincera, nunca usei a mochila com minha filha aqui. Talvez por não ter tido oportunidade, talvez porque no fundo eu não aprove a ideia. Mas o fato é que é assustador o número de crianças que desaparecem no Brasil anualmente. Já ouvi algumas pessoas dizerem que basta ficar atento ao filho que isso risco não existe. Mas não é verdade. Quem já teve um filho desaparecido, mesmo que seja por alguns minutos, sabe que tudo acontece num piscar de olhos. A filha de um colega de trabalho foi raptada de dentro do supermercado enquanto a mãe pegava produtos na gôndola. Foi só o tempo de olhar os produtos na prateleira, escolher e a menina havia sumido. Por sorte, foi achada rapidamente, mas estava com as roupas trocadas e os cabelos cortados. Ou seja, quem a pegou, não tinha intenção de devolver. Vendo tantos casos cada vez mais próximos de mim, aproveitei a oportunidade e comprei a mochila quando viajei. Infelizmente, aqui no Brasil ela ainda é cara, mas comprei por um preço bem razoável fora.

Mochila-guia.
Comprei dois modelos: um em forma de macaco da Animal Planet e outro, uma mochila de joaninha, da Skip Hop. A minha filha, por ser pequenininha ainda, gostou mais do macaquinho. Ele tem bracinhos e perninhas, parece um brinquedo de pelúcia, e agrada a meninada toda. Também serve como mochila. Tem um zíper amarelo que pode ser aberto e a barriga do macaco pode servir para guardar alguma coisa. As alças são de nylon e ajustáveis ao tamanho da criança. As alças prendem uma na outra através de um fecho que passa pelo peito da criança e impede que a mochila seja facilmente retirada. As alças são removíveis, ou seja, a mochila pode ser usada somente como mochila e não como contentor.



Na parte de trás, o "rabo" do macaco é uma alça bem longa, de pelúcia, que serve para os pais ou responsáveis segurarem.











A única vez em que usei a mochila foi na viagem de volta pro Brasil. O aeroporto estava muito lotado, vôos atrasados e seria complicado lidar com várias malas, check in e bebê querendo desbravar o mundo. Então, coloquei a mochilinha nas costas da pequena e, de fato, a encoleirei. Percebi olhares espantados na minha direção. Percebi também olhares curiosos. Da mesma forma, ver crianças usando mochila-guia nos shoppings aqui da minha cidade me causou impacto inicial. Repito: não sei se é um acessório positivo ou negativo. Só sei que aproveitei a oportunidade e comprei. Hoje, a mochila de joaninha está dentro do armário, guardada. E a mochila macaco serve de brinquedo pra minha filha, que adora abrir e fechar pra ouvir o clic do botão amarelo.

Quando comprei, minha ideia era usar a mochila apenas em lugares lotados, como foi o caso. Acho, mesmo, que o melhor é manter seu filho perto com outros métodos: dando colo, carinho, atenção... Mas o mundo não é cor de rosa e isso, nem sempre, é possível.

A mochila prende no peito, dificultando a remoção pela criança.


Mochila-guia infantil
Vantagens: mantém a criança próxima aos pais, evitando que desapareça em lugares lotados.
Desvantagens: pode chocar quem estiver ao redor por parecer uma coleira. Se usada em excesso, pode diminuir o contato entre filhos e pais.
Preço: comprei fora do pais por U$ 12,00, o equivalente a R$ 30,00.

quinta-feira, 6 de março de 2014

Dicas de viagem com bebê a bordo

O assunto aqui ainda é viagem com bebê. Como conversamos na postagem anterior, foi a primeira viagem de avião da minha filha e, por ser uma viagem internacional, foi uma viagem longa. Na tarde anterior à viagem (nosso voo sairia às 9h da manhã), mamãe lerda aqui lembrou de ligar para o pediatra e pedir orientações sobre como prevenir possíveis enjoos no avião. Eu nunca senti nada (e também viajei de avião bem pequena), mas nunca se sabe, né? Tem gente que sente náusea, então achei melhor prevenir. O pediatra receitou Dramin gotas de 8h/8h. Disse para começar 24h antes do voo (ãrram...). Vejam bem, eu não sou médica, não tenho conhecimento em pediatria e não estou receitando nenhum medicamento, certo? Consulte sempre o pediatra do seu filho antes de iniciar qualquer medicação. Enfim, comecei a administrar o Dramin cerca de 14h antes da viagem e continuei dando a dose recomendada (1 gota por quilo de peso) até chegarmos no destino final.

Outra providência que tomei foi ligar pra companhia aérea e solicitar alimentação infantil. Falei sobre isso na postagem anterior? Não lembro (olha o alemão chegando... Alzheimer querido), mas na dúvida, não custa repetir. Quem quiser solicitar alimentação infantil precisa fazer isso com até 24h de antecedência do voo. O trecho nacional não oferece esse serviço, somente o voo internacional. Na ida, a refeição era composta por uma papinha Nestlé salgada de 120g, uma papinha de fruta de 115g e uma mamadeira vazia. É preciso levar o leite em pó para o preparo. Eu também levei alimentação extra na bagagem de mão, o que é permitido. Levei potinhos salgados e doces, biscoitos e queijo processado. Como não é possível embarcar com mais de 100 ml de líquidos, não levei sucos. Na viagem de volta, recebemos dois potinhos salgados, dois potinhos doces, duas garrafinhas de suco (todos da Gerber) e duas mamadeiras vazias. Estou praticamente com um estoque de mamadeira da TAM lá em casa. Risos...

Ainda falando sobre alimentação, levei vários potinhos da Nestlé aqui do Brasil. Sei que alimento industrializado não é o ideal, mas em alguns momentos ou minha filha comia potinho ou ficava só no leite. E não daria pra passar duas semanas tomando somente leite o dia todo. Em vários momentos, tive oportunidade de cozinhar a comidinha dela. Levar daqui seria inviável já que a viagem total demorou 14h (saímos de casa às 7h da manhã e chegamos no nosso destino às 21h - hora do Brasil). Não tem bolsa térmica que aguente 14h. Chegava a hora do almoço e a gente estava lá no meio do show da baleia no Seaquarium. As opções de comida eram sanduíche, batata, salada crua, pizza, crepe... Potinho na causa, bem, sem remorso. Li bastante sobre potinhos no país do destino e muita gente relatou que os filhos não aceitaram, acharam o gosto muito ruim. Então, resisti a comprar. Mas, já no final da viagem, comprei alguns pratos prontos da Gerber e minha filha comeu bem, sem problemas.


Prato infantil da Gerber.


Comprar o Espaço Mais fez toda a diferença. Não é baratinho, mas valeu à pena. Minha filha pôde brincar no chão à vontade. E nos momentos em que estava cansada de ficar sentada, pode deitar e rolar sem incomodar ninguém e sem precisar se espremer entre duas poltronas.
Espaço Mais nacional.

Espaço Mais nacional.

Espaço Mais internacional.


Resolvemos alugar um carro. Não se pode esquecer de providenciar a cadeirinha para o bebê. Tem gente que leva daqui (bebê conforto pode ser usado no avião, desde que haja poltronas vazias - ou seja, sempre vão barrar seu bebê conforto. Já a cadeirinha tem que ser embarcada), mas eu preferi alugar lá. Seria menos um trambolho pra carregar. 

Cadeirinha que alugamos junto com o carro.
Dormindo tranquila na cadeirinha do carro.


Com o carro alugado, fizemos viagens curtas. Achei importante levar distração pra minha filha (alguns brinquedos, livros e tablet). Em uma das viagens, passamos 3h em trânsito. Bastante tempo para um bebê aguentar sentadinho na cadeira sem reclamar, né? Minha filha, graças a Deus, não deu nenhum trabalho. Pode parecer discurso de mãe babona, mas juro que é verdade. Ela ficou quietinha na cadeirinha sem reclamar. Saímos de manhã, ela lanchou e almoçou dentro do carro sem problemas. Eu fui no banco de trás ao lado dela. Achei mais prudente, seria mais fácil de alimentá-la (imagina a ginástica que eu iria fazer para dar comida sentada no banco da frente!) e consolá-la em caso de birras. Na volta, à noite, ela se alimentou e dormiu na cadeirinha. Pus o pijama nela antes de sairmos. Aí, foi chegar e deitar a boneca no berço :)
É importante levar alguma distração pra criança.

 

O carrinho de bebê também foi um grande aliado. Como se anda muito por aí afora e os bebês têm o ritmo próprio (tentei respeitar ao máximo a rotina da minha filha), é fundamental ter um local pra criança descansar. Não daria pra voltar pro hotel a cada cochilo dela. Então, levamos o carrinho com a capa de chuva. Quando ela ficava cansada ou dava a hora do cochilo, era só pôr no carrinho. Mamãe e papai despreocupados + bebê descansado = família feliz.


Descansando no carrinho, protegida da chuva.



Também é possível comprar fraldas no país de destino. Normalmente se encontra Pampers facilmente. Levei fralda suficiente para os primeiros 5 dias (calculando - superestimando - cerca de 7-8 fraldas/dia). Chegando lá, comprei mais. Mas foi importante ter levado fralda suficiente para os primeiros dias, pois minha filha adoeceu e não pudemos sair de casa - depois conto mais sobre esse episódio. Na volta, coloquei 14 fraldas na bagagem de mão. Exagerada? Neurótica? Maybe. Mas o fato é que nosso voo de volta foi cancelado. E a viagem que deveria durar cerca de 14h durou, na verdade, 48h. Passamos 2 dias entre aeroportos e hotéis, fazendo check in em hotel de madrugada, de forma que seria totalmente inviável procurar farmácia para comprar fralda às 2h, 3h da madruga. Por sinal, uma família de 3 crianças (uma menina de uns 5 anos, outra de uns 3 anos e uma bebê de 4 meses) passou por apuros. Só colocaram uma única fralda na bagagem de mão. Impossível um bebê passar 2 dias com uma única fralda, concordam? Lá estava a mãe com a bebê no colo, cheia de cocô, de madrugada, sem fralda nem farmácia próxima. E como uma mãe prevenida vale por duas, minhas 14 fraldas serviram pra minha filha e pra bebezinha desamparada. 

"Oba, legal revirar as malas!"
"Que lugar espaçoso pra correr!"


"Mamãe, vai demorar muito pra gente embarcar?"
"Vamos ter que ficar mais dois dias, filha" "Eeeeebaaaa!" Risos...

Outra dica, talvez a mais valiosa de todas: não se viaja sem seguro saúde. Nunca, jamais. A gente acha que é algo supérfluo porque, na maioria das vezes, se paga e não se usa. Graças a Deus, né? Mas nós precisamos usar e sem o seguro, teríamos desembolsado bastante dinheiro. Nunca se sabe quando se vai precisar recorrer ao hospital. E a conta hospitalar no exterior pode ser astronômica, dependendo do tipo de atendimento. Usamos o seguro e foi bem tranquilo. Alguns países nem aceitam mais o turista entrar sem seguro saúde. É um dinheiro que se gasta e que, sem dúvida, poderia ser usado para outras coisas. Mas a tranquilidade não tem preço.